Andressa Ojeda pode ser a primeira brasileira astronauta

Ela foi intercambista pelo Distrito 4630 e hoje cursa Engenharia Aeroespacial nos Estados Unidos

Andressa Costa Ojeda, 20 anos, está de passagem pelo Brasil, onde passa dias com sua família em Loanda, até retornar aos Estados Unidos, no começo de agosto. Desde que chegou, Andressa é notícia por ser considerada a primeira mulher brasileira a fazer um curso avançado de astronauta em solo estadunidense.

Ela foi intercambista do Distrito 4630, no programa de Intercâmbio de Longa Duração e fez o correspondente ao terceiro ano do Ensino Médio nos Estados Unidos. Em 2018, ela morou em Monroe, CT, onde estudou na Masuk High School.

Aprovada em cinco universidade americanas, ela escolheu a Embry-Riddle Aeoronautical University, na Flórida, onde cursa atualmente o segundo ano de Engenharia Aeroespacial.

O intercâmbio de longa duração corresponde a um ano, normalmente o período de um ano letivo, os participantes moram com diferentes famílias rotarianas e estudam em escolas locais. Por conta da crise sanitária, o programa encontra-se temporariamente suspenso no Distrito 4630.

Saber inglês foi um grande diferencial para ser aprovada, além das suas notas escolares no Ensino Médio, que são diferenciais para as universidades, além das cartas de recomendação de pelo menos três professores/mentores.

Enquanto cursava o Ensino Médio nos Estados Unidos, ela participou de competições regionais e estaduais de robótica, cursos na NASA e estágios com astrofísicos de Harvard. Atividades extracurriculares, como pesquisas científicas, trabalho voluntário, olimpíadas científicas, tudo é considerado no processo de aplicação.

“Fazer intercâmbio foi possível pelo Distrito 4630 do Rotary, após eu passar no processo seletivo, com provas de conhecimentos gerais, inglês e redações. Na época, foi possível eu escolher entre alguns países e optei pelos Estados Unidos. Foi praticamente gratuito porque não tive custo com moradia, escola e comida”, diz Andressa.

Filha única, sua mãe, Ivana Xavier Costa faleceu quando Andressa tinha 09 anos. “Não sei se isso faz parte da cultura brasileira, dizer que a pessoa que morreu virou uma estrelinha, mas eu fiquei com isso na cabeça. Ficava olhando o céu, pensava nela e passei a me interessar mais ainda por astronomia”, conta Andressa, que já teve a oportunidade de participar de voos com cientistas da NASA e da agência espacial japonesa.

 

Larissa Nakao - Comunicação Corporativa

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